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Redução do Risco – Isso é possível?

Gerenciamento de riscos pode ser feito para reduzir as ocorrências ou as consequências.

- 13/06/2013

O risco é uma medida de potencial perda financeira, humana, ambiental, de produção ou imagem da empresa. Apesar da dificuldade em eliminar-se totalmente os riscos, pode-se diminuí-los para níveis aceitáveis através do seu Gerenciamento.

Como selecionar quais riscos devem ser mitigados e como fazer isto?

Todo evento tem uma causa PARA ter ocorrido e uma consequência POR ter ocorrido. Cada causa ocorre com uma certa frequência durante a vida útil da instalação e cada consequência tem um grau de severidade associado.

Sendo o risco uma combinação de frequência e severidade, se queremos reduzi-lo, devemos reduzir uma das duas últimas.

reducao

Suponha o EVENTO – Vazamento de produto inflamável através do flange da linha.
Uma possível CAUSA para a ocorrência desse evento é: falha de projeto da tubulação, falha de Manutenção, Erro Operacional…
 vazamento

A FREQUÊNCIA está relacionada à CAUSA e é o número de ocorrências do evento por unidade de tempo. A tabela abaixo mostra exemplo de  categoria de Frequência:

Frequência

Categoria Descrição
2 Esperado ocorrer não mais que uma vez durante a vida útil da instalação

Fonte: Guidelines for Hazard Evaluation Procedures, 2a Edição, CCPS

Uma provável CONSEQUÊNCIA da ocorrência desse evento é: Contaminação do solo, possibilidade de incêndio, explosão, danos materiais, danos pessoais, danos à Imagem da Empresa…

A SEVERIDADE está relacionada à CONSEQUÊNCIA. Grau do dano causado. Abaixo temos uma tabela com  exemplos de categoria de Consequência.

Consequências

Segurança do público Segurança de funcionários
Categoria Descrição Categoria Descrição
1 Nenhuma lesão ou efeito sobre a saúde 1 Nenhuma lesão ou impacto sobre segurança ocupacional
Perda de Produção Danos à Instalação/Equipamentos (milhões de dólares)
Categoria Descrição Categoria Descrição
1 Menos de uma semana 1 Menos de 0,1

Fonte: Guidelines for Hazard Evaluation Procedures, 2a Edição, CCPS

Como o Risco é a relação entre Frequência e Severidade, portanto, se a Frequência para Falha de Manutenção no Flange da Tubulação for 2 e a Consequência considerada for 1, o Risco será IV – Aceitável. (Fonte: Guidelines for Hazard Evaluation Procedures, 2a Edição, CCPS).

Dessa maneira, poderão ser priorizadas as atividades e correções relacionadas ao Gerenciamento dos Riscos.

Onde se encontram os riscos?

O Risco existe em diversos setores da economia, desde indústria à serviços. Apesar da dificuldade em eliminá-los totalmente, pode-se diminuí-los para níveis aceitáveis através do seu Gerenciamento.

Segurança de Processos e Gerenciamento de Riscos.

A Segurança de Processos, diferente da Segurança do Trabalho está interessada nos Riscos das Instalações e Processos sobre seu entorno. Neste contexto, são avaliados os riscos relacionados à explosão, incêndio e liberação de substância tóxica provenientes de falha de equipamentos, instrumentos, falha de projeto, falha humana entre outros.

A Segurança do Trabalho foca nos riscos ocupacionais como queda de um funcionário em piso escorregadio, batida de carro por falta de sinalização ou erro humano, utilização correta ou incorreta de EPI etc.

Em resumo, a Segurança do Trabalho está interessada na Segurança e Saúde de um funcionário, como ele pode se “defender” dos perigos associados ao seu local de trabalho. A Segurança de Processos está interessada em avaliar os riscos e propor modificações nos processos / projetos de modo que as consequências sobre Meio Ambiente, Saúde, Segurança, Produção, Qualidade e Imagem da Empresa encontrem-se dentro de padrões considerados toleráveis.

Um dos pilares da Segurança de Processos é a Análise e Gerenciamento de Riscos. Ao longo dos últimos 20 anos, viu-se um grande progresso de Programas de Gerenciamento de Riscos dentro das empresas. Esse progresso deve-se aos acidentes históricos das décadas de 70 e 80 (Seveso, Flixborough, Bhopal, Piper Alpha, entre outros), maior controle por parte de Legislações e Normas e maior divulgação de Estudos de Análise de Riscos por empresas ao redor do mundo. desastreDesastre de Piper Alpha. Fonte: BBC

Empresas que Gerenciam os seus Riscos tornam-se mais competitivas, pois a criação de programas que mantem os riscos identificados dentro de valores aceitáveis estão relacionadas aos Planos de Manutenção e Inspeção condizentes, bem como Operação e Engenharia mais preparados. As alterações em projetos podem ser identificadas em qualquer momento e as soluções podem ser implementadas antes que o pior aconteça. Sendo assim, evita-se drasticamente que ocorram perdas materiais, pessoais e financeiras devido ao acidente inesperado.

Outra vantagem de um Programa de Gerenciamento de Riscos está associado à imagem da empresa com a comunidade. Uma vez que as residências se aproximam cada vez mais das indústrias e que as fábricas se instalam cada vez mais próximas de áreas populosas, faz-se necessário envolver a vizinhança nas atividades das empresas. Atualmente, é comum as pessoas no entorno estarem a par de tudo que é produzido na “indústria ao lado de casa”, atualizando-se com Planos de Emergência e principalmente mantendo um canal de comunicação direto, onde as empresas poderão se beneficiar também.  Há casos em que a população sentiu um “odor estranho” e alertou a fábrica. Os responsáveis pela instalação providenciaram imediata avaliação e solução do problema antes que os órgãos ambientais pudessem ser notificados.

Você gerencia os seus riscos?

Os pilares de um Programa de Gerenciamento de Riscos são a Identificação e Avaliação dos Riscos seguidos de um processo de Planejamento e Priorização das Ações, Organização, Implementação e Controle dos Recursos Materiais e Humanos necessários para a redução dos riscos identificados.  riscos

Principais Técnicas de Análise e Gerenciamento de Riscos.

As principais técnicas de Análise de Riscos são HAZOP (Hazard and Operabilty Studies), APP (Análise Preliminar de Perigos), CHECK LIST, WHAT IF, BOW TIE entre outras. Quanto ao Gerenciamento dos Riscos são utilizados o PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos), PAE (Plano de Ação de Emergência), PEI (Plano de Emergência Individual), MOC (Management of Change) entre outros. Ainda existem outras técnicas como LOPA (Layer of Protection Analysis), Avaliação de SIL (Safety Integrity Level), FMEA (Failure Mode and Effect Analysis), FTA (Fault Tree Analysis) entre outras que poderão servir de suporte para avaliações quantitativas dos Riscos.

A seguir serão apresentadas as metodologias HAZOP e BOW TIE.

HAZOP

  • A técnica utiliza-se da combinação de palavras guias com parâmetros de processo/ projeto para definir os desvios operacionais que podem ocorrer durante a operação do sistema.
  • São avaliadas as causas e consequências dos desvios, bem como a Frequência de Ocorrência das Causas e Severidade das Consequências.
    • Exemplo de DESVIO: Mais vazão de água para o tanque de dissolução de soda cáustica.
    • Exemplo de CAUSA: Erro de ajuste do set point.
    • CONSEQUÊNCIA: Perda de especificação do produto com parada da Produção.
  • Uma vez identificadas as causas e consequências de desvios, são recomendadas ações com o propósito de diminuir os riscos identificados.
  • Um software que pode ser utilizado neste tipo de estudo é o HAZOP+2012 (Isograph)

software

BOW TIE

  • Método visual e de fácil entendimento por toda a força de trabalho
  • Mostra a importância das barreiras no controle dos riscos
  • Aplicável a diversos tipos de riscos corporativos
  • Um software que pode ser utilizado neste tipo de estudo é o BowTieXP (CGE)

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Fonte: www.cgerisk.com

Para mais informações sobre o assunto, faça contato

Luciana Ueda
luciana.ueda@aremas.com.br

Publicado por: Luciana Ueda

2 Comentários


  1. Mauro Narciso

    seguranca em primeiro lugar…………..

  2. david juvenal pacheco

    Ainda não desenvolveram softwares-panaceia para todos os riscos. Talvez nunca consigam. Já bem dizia um expertise polonês em seu português capenga. Na pratÍca a teorÉrica é outra. Também afirmo igualmente. Não conheço e não me contaram que algo ou alguém previna riscos imprevisíveis e repentinos. Nem os mitiga de fato. Cito o exemplo recente da tubulação da Cedae fraturada em subúrbio do Rio de Janeiro. Conheço diversos outros casos Brasil afora. Cito um potencial vetor de acidentes imprevisíveis: a corrosão sob tensão em materiais metálicos; um outro, a fluência (creep) em componentes estruturais sob condições termomecânicas favoráveis. Em São Paulo, uma empresa que alardeava suas salvaguardas e contramedidas anti-riscos, encarou uma fluência em galpão e nem desconfiavao que era.

    Sds.

    David Pacheco

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