Login    
Cadastre-se
Responda nossa pesquisa de público, clique aqui.
Paulo Walter

Paulo Walter

Paulo Walter

 

Brasil sofre com escassez de engenheiros. Na Manutenção não é diferente.

- 10/12/2009

Em matéria da Jornalista Lisandra Paraguassú, publicada no Jornal O Estado do São Paulo (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091130/not_imp474088,0.php) o assunto é a falta de engenheiros cada vez maior num país que cresce a taxas acima dos 6% em muitos setores.

O que a matéria destrincha já é do nosso conhecimento, visível no campo, em todos as empresas por onde passamos fazendo consultoria ou trabalhando pelo manutencao.net: faltam professores e novos cursos, mas faltam também alunos.
Os jovens preferem cursos como Administração e Direito, teoricamente mais faceis, e por outro lado entre os 589 cursos autorizados pelo Ministério da Educação entre julho de 2008 e agosto de 2009, apenas 13% eram da área de engenharia.
Estudos indicam que para crescermos com qualidade, o Brasil precisaria formar 60.000 engenheiros por ano. Se o país só oferece 120.000 vagas por ano e forma 10% desta oferta, o deficit anual é de 50.000 profissionais.

Os Cursos de Pós Graduação de Manutenção
Saindo do geral e indo para o nosso específico, o universo da Manutenção brasileira, a recente pesquisa feita pelo site www.indicadoresdemanutencao.com.br sobre a situacao dos cursos de pós graduação no país, nos traz muitas informações relevantes que devem ser consideradas por nossas universidades na formatação deste importante trabalho: o aprimoramento do profissional extremamente especializado.

Sob coordenação do Prof. Milton Zen o levantamento mostra um cenário de necessidades e oportunidades para quem investe em qualificação de pessoal e atende a este nicho tão importante e amplo na economia nacional.

O relatório está disponível no site, com acesso gratuito para o pessoal que está cadastrado para acesso aos serviços.

“Os profissionais envolvidos nessa atividade, que antes tinham pouco envolvimento com a operação e a estratégia, hoje são cobrados para ter alta performance. Esta se obtém quanto mais preparados tecnicamente e humanisticamente estiverem. Gestores que aceitem grandes desafios, que sejam empreendedores, focados, determinados, perseverantes, atualizados, e que saibam se relacionar, são essas as condições mínimas e necessárias para que alcancem uma vida profissional vitoriosa” é que nos diz o professor Zen em suas conclusões sobre os resultados do trabalho.

Sob o ponto de vista profissional, as oportunidades estão em ascensão e sob a realidade de nação, precisamos de planejamento e ação para que mais uma vez o nosso povo não perca o bonde da historia.

Abraços

Paulo Walter

Andaime Plataforma – Além de mais seguro e produtivo, agora pode ser adquirido em 48 vezes pelo cartão BNDES. Acesse www.monteeuse.com.br  

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Paulo Walter

7 Comentários


  1. JORGE BERNARDES

    ACHO QUE ESTAMOS VIVENDO UMA GRANDE CRISE TÊCNICA. FALTAM NÃO SÔ ENGENHEIROS COMO TÊCNICOS DE BOA QUALIDADE NO NÎVEL MEDIO. SÃO IMPROVISACÕES GROTESCOS COM DESVIOS TOTAIS DE FUNCÕES.

  2. Alexandre P. e Silva

    Não é tão difícil de entender o porque da falta de engenheiros no Brasil. Hoje em dia empresas como a Johnson & Johnson, seleciona poliglotas e superformandos (ITA, UNICAMP) entre outros e oferece à esses recém formados cargos que eles ainda não estão preparados para assumir. As faculdades percebendo essa oportunidade, focam seus objetivos em formar gestores e não engenheiros. Afirmo isso porque passei pela UNIP e tive uma discussão com o coordenador do curso de engenharia justamente por conta desse assunto. Ele ficou transtornado quando afirmei que a escola queria formar chefes e não engenheiros. Infelizmente para nosso país, os jovens querem mandar e não assimir responsabilidades com fábrica, resolvendo problemas, justificando seus estudos.
    Ninguém quer ficar no meio de uma linha de produção barulhenta, corrigindo defeitos de máquinas, buscando inovações tecnológicas e criando melhorias. É nobre ficar em uma sala de reuniões discutindo de quem é a culpa da baixa produtiviade da empresa. Num futuro não muito distante, as empresas pagarão um alto preço pelo desprezo dos profissionais que realmente “mantém a roda girando”

  3. José Roberto Rodrigues

    É muito estranha essa informação. Tenho vários amigos muito competentes, com vasta experiência e não conseguem emprego. Talvez pelo fato de já terem passado dos quarenta anos e até trinta e cinco anos , para algumas empresas. Eu mesmo, com mais de cinqüenta, fiquei mais de dois anos sem conseguir uma colocação. Algumas agências chegaram a informar que não poderia me encaminhar, devido à idade. Achei que nunca mais iria conseguir outro emprego, mesmo tendo duas graduações e duas pós-graduações, além uma infinidade de cursos de aperfeiçoamento. Qualquer empresa que publica um anúncio de emprego, recebe centenas de currículos de pessoas empregadas e desempregadas. Certa ocasião, um recrutador me informou que havia recebido cerca de setecentos currículos para apenas uma vaga de Chefe de Manutenção. Quem está na situação de desempregado, sabe muito bem disso. Sem falar nos casos onde uma empresa contrata técnico para o cargo que deveria ser de engenheiro, ou um profissional leigo para um cargo técnico. Tudo isso para reduzir custos.

  4. Nelson

    Realmente faltam engenheiros e técnicos no mercado, mas essa falta somente será sentida em termos de valorização da profissão bem como de salários e emprego quando o crescimento do pais continuar por alguns anos acima de 5%, ai com certeza o pessoal técnico será valorizado, mesmo porque devido aos muitos anos de estagnação do crescimento pouco se formou no pais em termos de pessoal realmente qualificado, portanto acredito que o ciclo virtuoso do crescimento já começou e quem investir nessa área de atividade colhera os frutos mais adiante.

  5. Juscelino Americano

    Concordo com o José Roberto. Esta situação não é apenas para quem já está acima de 45, 50 anos de idade. Todos sabemos que para um simples programa de Trainee as empresas chegam a receber até 70.000 inscrições. Acho que o interesse em se vender uma capa de revista ou jornal está muito acima de se dizer a verdade. Por que não falam que faltam médicos? É só ir em qualquer hospital que veremos que estão faltando médicos. Já viu médico desempregado ou recebendo mal? Esta história desta falta catastrófica de engenheiros está mal contada. Na empresa onde trabalho há uma infinidade de técnicos formados em engenharia e não há vagas de engenheiros para eles. São engenheiros frustados com o diploma na mão. Talvez acreditaram em alguma capa de revista. E o interesse das empresas privadas em ter um batalhão de engenheiros disputando uma vaga? Nem precisa falar o conforto e ganho financeiro que as empresas tem com essa situação.

  6. Alexandre Manoel

    Caros colegas,

    É claro e evidente que faltaram engenheiros e afins. Só sendo muito apaixonado, como somos, para enfrentar 5 anos de muita dificuldade e esforço em uma universidade, em seguida muito trabalho e por fim, uma renumenração bem abaixo de outras áreas como: justiça, fiscal e médica.
    Dessa forma é muito comum formarmos engenheiros e eles migrarem para outras áreas em busca de uma renumeração mais justa.

    Sugiro aos nobres colegas ler o artigo: Por que a gente é assim? que pode ser visto no site: http://www.eniopadilha.com.br. Nesse site encontra-se muito coisa boa tentando alertar a todos a valorizarem mais nossa profissão. O primeiro passo sem dúvidas começa com nós mesmos. Estou fazendo a minha parte, divulgando essa nota.

  7. Antonio Seirio

    A matéria da Jornalista Lisandra Paraguassú, publicada no Jornal O Estado do São Paulo, infelizmente não condiz com a realidade. Acho que este tipo de jornalismo está muito aquém da realidade e retrata uma falta de profissionalismo destes profissionais. Nós engenheiros ao formarmos recebemos salários irrisórios. Não existe um reconhecimento técnico, a valorização do nosso serviço se dará quando formos chamados como especialista em grandes projetos e para isso deveremos nos aprofundar em uma área específica e que tenha demanda, exemplo na área de Inspeções, Soldas, Tubulações, conhecimentos profundos de CAD/CAE e CAM, elementos finitos, V Sigma. Este é o meu conselho, pois me especializei na área de Gerenciamento de Empreendimentos (Projetos).
    Abraços a todos,
    tonyseirio@gmail.com

× Converse no WhatsApp